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Afinal, as demissões são indicador de fracasso do líder?

Publicado em 22 de Nov de 2015 por Victoria Ragazzi |COMENTE

Na reportagem, confira o que anda acontecendo no famoso jogo corporativo da atualidade



Por: Daniela do Lago.

Para ser demitido, hoje, basta estar empregado. Assim como ser contratado e ser promovido fazem parte do “jogo corporativo”. A demissão também entra nessa jogada, mas mesmo assim continua sendo muito temida, principalmente por quem não tem as rédeas e controle da sua carreira. Qualquer funcionário de uma empresa pode ser demitido por basicamente três razões:

1 - PROBLEMAS DE CONDUTA: que são atitudes que vão de encontro ao código de ética da empresa, como roubar, agredir etc.;
2 - PROBLEMAS DE PERFORMANCE: esse é o mais comum, em que o colaborador não atinge as metas de maneira satisfatória para a empresa;
3 – REESTRUTURAÇÃO: esse é o caso mais complexo, pois depende de questões mercadológicas ou da estratégia da empresa.

Não é segredo que o Brasil está passando por uma crise econômica. Toda semana ouço o anúncio de alguma empresa fazendo reestruturação. Independentemente dos motivos que ela alega para isso, será que as demissões de funcionários não são um sinal de fracasso da administração? Uma empresa demite quando comete um erro de estimativa de demanda do mercado, não consegue antecipar algum desenvolvimento crítico ou não cria planos adequados de contingência. Ao se confrontarem com seus próprios erros, os dirigentes tentam resolver o problema por meio de corte de custos. É muito mais fácil e rápido demitir pessoas do que fechar fábricas e vender equipamentos.As demissões devem ser uma solução de último recurso. Do ponto de vista da responsabilidade social, elas podem destruir vidas. Do ponto de vista da organização, destroem a confiança e o respeito mútuos necessários para tornar a empresa bem-sucedida. E em uma época em que encontrar e manter as pessoas certas é mais importante do que nunca para o sucesso da empresa, as demissões são uma demonstração do fracasso de seus líderes. Embora não sejam muito comentados, existem vários outros modos de administrar o custo da mão de obra sem recorrer às demissões. Os líderes podem ser mais vigilantes na hora da contratação. Não contrate ninguém a menos que esteja firmemente convencido da necessidade desse funcionário a longo prazo. Para o aumento da demanda a curto prazo, os administradores podem lançar mão das horas extras ou da contratação de funcionários em regime temporário. Os dirigentes da organização podem também adotar uma estratégia de crescimento sustentado. Se o excesso de mão de obra ocorrer, os administradores devem pensar criativamente. Portanto, um bom líder deve planejar e pensar bem antes de decidir demitir. 

Sejamos realistas, entendemos que as demissões são uma condição normal, inevitável e até necessária para se fazer negócios na atual economia. As empresas precisam eliminar empregos, mesmo nas épocas boas, para se manterem competitivas. Essas demissões ajudam a longo prazo, a manter as empresas competitivas e a evitar demissões ainda maiores no futuro. Mas até que ponto o líder está mesmo fazendo seu trabalho de planejar, desenvolver e extrair potencial das pessoas para manter a empresa enxuta, competitiva e funcional? Os líderes não podem fracassar em seu papel de guardiães da empresa. Mas como agir em meio a tanta pressão? Como você reage a momentos de crise? Um bom planejamento a longo prazo pode ajudar a manter a calma em momentos de pressão. Comece agora a planejar uma estratégia de gestão de crise coerente. Não espere que o momento das “vacas magras” se aproxime para se preparar, muitas vezes em meio a momentos conturbados, quando não se tem norte de planejamento, são tomadas decisões precipitadas e, às vezes, irreversíveis. Independentemente se sua empresa esteja realizando cortes é hora de mostrar seu real talento como líder. Encontre as infinitas possibilidades para nadar contra a maré da crise que assola este País. Afinal de contas, essas são excelentes oportunidades para mostrar ao mundo por que merece ocupar esse cargo tão especial na liderança. Mãos à obra! 

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