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História de sucesso dos brigadeiros congelados

Publicado em 25 de Sep de 2015 por Kelly Miyazato |COMENTE

Mudar de ideia e abandonar o curso de medicina para apostar em um empreendimento de doces lhe parece ousado? Pode até ser, mas se for por algo que se ama fazer, embora exista o cansaço, a persistência pode ajudá-lo a vencer. Conheça a história de sucesso dos brigadeiros congelados e inspire-se já!



Por Angela Miguel | Foto Divulgação | Adaptação Kelly Miyazato

Saiba mais sobre o sucesso dos brigadeiros congelados

  • Habilidade promissora

Carolina Sales já tinha se formado em veterinária quando decidiu iniciar a faculdade de medicina. Com 26 anos na época, a vida lhe presenteou com um casamento, mas a renda começou a ficar curta. Era preciso encontrar uma nova fonte de renda e ela resolveu explorar sua habilidade em trabalhos manuais. Assim deu o pontapé na produção de caixinhas decorativas feitas com tecidos e materiais finos. "Comecei a fazer as caixinhas de artesanato nas horas vagas e passei a vendê-las para casamentos e festas, mas sentia a necessidade de colocar algo dentro das caixinhas", conta a empreendedora. Nesse momento, ela teve então a ideia de produzir brigadeiros. Pediu para a avó lhe ensinar a receita do seu brigadeiro congelado, um quitute que sempre foi sucesso nas festas de aniversário quando ainda era criança: "Achei que fazer um brigadeiro mais sofisticado seria uma boa ideia. Deu certo!". Com os brigadeiros, Carolina passou a levá-los para a faculdade e conquistou novos clientes. A escalada aconteceu de forma rápida – logo ela estava aceitando encomendas, e os clientes apresentavam seus doces a novos clientes. Para dar conta, ela precisou da ajuda de duas pessoas além de sua avó. Foram seis meses de muito chocolate e artesanato até que Carolina percebesse a oportunidade que se apresentava.

Foi assim que ela trancou a faculdade de Medicina e decidiu ir atrás de abrir uma loja própria. De capital, ela retirou R$20 mil que tinha aplicado na poupança e arriscou: "Não tive orientação alguma ou experiência com comércio. Tivemos muitas dificuldades administrativas, mas fomos aprendendo com o tempo". Com erros e acertos, Carolina abriu a primeira loja no shopping Barra Square, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2011.

A Brigaderia Chic logo ganhou a atenção dos visitantes não só com o astro da casa, mas também com bolos, cupcakes e brownies. Um ano depois veio a chance de abrir a primeira filial, no Condado de Cascais, também na Barra da Tijuca. "Como a marca Brigaderia Chic era muito 'fraca', facilmente copiável por nomes similares, optei por renomear a empresa com meu nome para não ter erro. Foi quando passamos a chamar Carolina Sales Pâtisserie de Brigadeiros. A marca hoje já se encontra registrada no INPI e essa mudança foi ótima, nos fortaleceu bastante", explica a empreendedora.

Com as duas lojas, são no total 18 funcionários e a produção mensal chega a 40 mil doces. São atendidos em torno de três mil clientes entre lojas e encomendas. Carolina conta que o faturamento em 2014 foi de aproximadamente R$1,5 milhão e a estimativa para este ano é de R$1,6 milhão. Com todo esse sucesso e cifras admiráveis, Carolina não pensa em abrir mais lojas, ainda que tenha mantido uma parceria com a rede de supermercados Zona Sul, que comercializa sua linha de doces congelados. Sua ideia é estar próxima de todos os processos das lojas. "Não há segredo para ser bem-sucedido, acho que cada negócio tem suas características e necessidades. Tem que amar o que faz, pois quem ama o que faz nunca se cansa de fazê-lo e assim persiste independentemente das dificuldades. Sem contar que é preciso ter criatividade, perfeccionismo, seriedade, atenção para a demanda do mercado e respeito ao cliente", aconselha a ex-estudante que alcançou seu primeiro milhão.

 

*Carolina Sales, da Carolina Sales Pâtisserie de Brigadeiros.

 

 Revista Gestão & Negócios | Ed. 80

 

 

 

 

 


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